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:: Poesia :: ROSAS VERMELHAS Marquês de Monte Maggiore Gemem as pombas cor de linho uma saudade infinda, dentro da noite. No céu distante e curvo, choram as estrelas o pranto da madrugada, e a lua, cor de neve, canta em surdina no leque das palmeiras...
- Por que partiste? Vem, doce amiga, vem coroar-te de rosas, rosas vermelhas, purpurinas, rosas cor de carne de coração Vem, que minha tenda enflora-te a vida com rosas de Shiraz, trazidas, só para ti, de longe, muito longe...
Vês? Dormem na distância, sob a luz verde dos astros, os rebanhos de EI Rei... Esta é a hora em que os pastores descobrem as morenas perfumadas...
- Vem! Sentiremos, febris, na púrpura dos lábios, a maciez das rosas e o perfume da noite... Empunha tua taça de ametista e ouro e desfolha as pétalas de tua flor, docemente, num êxtase sublime...
Virgem morena de Ofir, há perfumes e licores e um leito de rosas para te u corpo de tâmara dourada...
Vem abrir a Fonte do Sonho de águas cristalinas ao beduino que morre de amor, sozinho, nos caminhos apagados do deserto, onde só medram cardos e espinhos.


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